Notícias de Crato, Ceará.

Ditadura Militar deu ao Brasil dias dourados de paz, afirma escola do Crato

Reprodução do Facebook

Em dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade reconheceu que 434 pessoas foram mortas e outras 210 desapareceram durante o Regime Ditatorial no Brasil. O Jornalista e professor da USP, Vladimir Herzog é um dos símbolos da violência do Estado durante este período.

No Facebook, a Escola Técnica de Comércio Externato 5 de Julho, de Crato, afirma que o mesmo período - e regime de governo - “deu ao Brasil dias dourados de paz, ordem e progresso”.

A ditadura restringiu o direito do voto, a participação popular e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. Prisões, exílios, torturas e desaparecimentos de cidadãos marcavam o cotidiano das pessoas durante estes anos.

Já a postagem do colégio afirma: “A geração que viveu esse tempo sente saudade de um Brasil bem brasileiro de paz, de ordem e de progresso”. E mais: “a nação brasileira experimentou a tranquilidade da paz e o destemor desse país ser transformado numa Cuba de Fidel Castro e/ou numa URSS de Lenin”.

Reações


A postagem no Facebook, feita às 12h50 de sábado (8), rendeu 529 curtidas, das quais 362 eram negativas, e mais 182 comentários, parte elogiando e outra criticando a publicação. Em um dos comentários, uma mulher afirma ter estudado no Externato, mas que hoje não matricularia filhos, se os tivesse.

“No Externato 5 de julho, fiz apenas a alfabetização e o 1° ano. Não me arrependo de forma alguma de ter estudado lá, porém se tivesse filhos, hoje pensaria duas vezes e as duas vezes seria em não colocar”.

Outro usuário da rede afirmou: “Sou totalmente a favor da pluralidade de ideias e opiniões, sou totalmente contra a qualquer espécie de ditadura; seja ela do proletariado, do empresariado, dos golpista e etc.”.

Outros comentários elogiavam a postura do Colégio: “Parabéns, Colégio Externato 5 de Julho! Bom saber que ainda existem instituições de ensino que respeitam a verdadeira história deste país. Nossas Forças Armadas ainda vivem”.

Direção da escola


Diretor escola, Érico Felício também se posicionou nos comentários. “Lamento não ter agradado aos COMUNISTAS! Mas a VERDADE nunca será ocultada aos meus alunos!”, disse.

Na noite desde domingo, dada a repercussão em redes e aplicativos sociais, o mesmo diretor emitiu nota de esclarecimento na qual afirma distorção “a cerca da passagem do memorável 31 de Março de 1964”, data em que militares contrários ao governo de João Goulart destituíram o presidente e assumiram o governo.

E você, o que acha da postagem? Comente abaixo

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