Notícias de Crato, Ceará.

Crato poderá sediar Centro Regional de Referência LGBT do Cariri

Texto e reportagem: Robson Roque

A cidade do Crato poderá ser sede do Centro Regional de Referência LGBT do Cariri. A iniciativa é da Associação de Defesa, Apoio e Cidadania dos Homossexuais do Crato (Adacho).

De acordo com o ativista André Lacerda (foto), membro da associação, o pedido de implantação do centro foi encaminhado ao governador do estado, Camilo Santana, após a confirmação de equipamento semelhante em nível estadual.

“Há anos a gente vem lutando pela criação do centro na região do Cariri”, diz André. “Então aproveitamos momento em que o governo estava na região e entregamos em nome da Adacho uma solicitação para que seja criado esse centro na região do Cariri”, explica.

O Centro vai acolher integrantes da comunidade LGBT no Cariri que tenham sofrido algum tipo de violência, seja no ambiente familiar ou fora dele. Para além disso, pretende ser ponto para implementação de políticas públicas LGBT, como ressalta André Lacerda. 

“Teremos uma casa de passagem onde as pessoas que forem agredidas ou expulsas de dentro de casa, o que acontece geralmente quando os pais descobrem que o filho é LGBT”, afirma. 

Na proposta inicial o espaço deve contar com bibliotecas, laboratório de informática e a atuação de profissionais como psicólogos e assistentes sociais.

Porque no Crato?

A cidade do Crato foi escolhida pela associação na proposta enviada ao governador do Ceará, devido à cidade ser ponto de encontro da comunidade LGBT através, como exemplo, da Parada da Diversidade, realizada há 14 anos em Crato. “É uma cidade na qual as pessoas já estão acostumadas com essa política pública”, acrescenta André.

Estrutura 

O prédio no qual o centro deverá funcionar ainda são discutidos junto ao Governo do Ceará e a Prefeitura do Crato que, segundo o ativista, deverá ser parceira. 

“Tem que ser um espaço grande, porque além, da biblioteca, do laboratório digital que queremos e essa casa de passagem para atender, inicialmente, dez pessoas e as salas para os profissionais de saúde”.

Registros históricos e também recentes, como o caso da travesti Dandara, espancada até a morte em Fortaleza, têm chamado a atenção e reforçam a urgência para a implementação de políticas públicas voltadas ao combate aos crimes de gênero.




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