Notícias de Crato, Ceará.

Conselho da Mulher avalia combate à violência de gênero em Crato

Mulheres procuram mais entidades de apoio para denunciar agressores | Foto: Cariri Revista

Por Rafael Pereira e Robson Roque

2016 não tem sido um ano fácil no que se trata das lutas de movimentos que combatem a violência contra mulheres no Cariri dado o alto índice de feminicídio (homicídio de mulheres). Esse número chegou a 27 mulheres mortas em Crato, número alarmante, como conta a presidente do Conselho Municipal da Mulher, Verônica Carvalho. 

Apesar disso, diversas ativistas percorreram variados espaços para combater esse tipo de violência e fazer valer os direitos humanos. No balanço de atividades, Verônica relembra a permanência de presidiárias em detenção do Crato e o caso Raiane, que por dias chamou atenção da população cratense.

“Foi um ano difícil na perspectiva dessa cultura perversa do estupro que também nos revisitou de maneira muito violenta”, relembra falando sobre os casos de violência que repercutiram na região.

O caso da jovem Raiane, cratense assassinada pelo namorado e encontrada mais de um mês após seu desaparecimento. Apesar do triste final, Verônica diz que esse episódio se tornou uma bandeira de luta contra o feminicídio. 

“Durante mais de noventa dias percorremos ruas, praças e instituições procurando pela Raiane. Esse caso é emblemático para nós que fazemos o conselho, para as mulheres, para a sociedade cratense. Então, exatamente por esse motivo é que se tornou uma bandeira de luta nossa”, diz.

Outra questão levantada pelo movimento de mulheres foi o direito de presidiárias cratenses cumprirem pena na cidade do Crato. Assim, os vínculos afetivos e familiares não seriam quebrados. 

“Tivemos que conversar com as autoridades e fazer um movimento, porque a situação já não é fácil”, diz Verônica. “Entendíamos que com a transferência seria uma quebra dos vínculos familiares, e ai a situação ficaria mais penosa para essas mulheres”.

Verônica avalia, por fim, que apesar das perdas e da morte de mulheres, o movimento vai continuar à busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Ela pontua que as informações e ações feitas pelo Conselho da Mulher têm surtido efeito. Agora, assinala, as mulheres procuram mais a nossa unidade ou a delegacia da mulher e o Centro de Referência da Mulher. Não temos mais medo de denunciar os agressores, finaliza.

Verônica Carvalho: “Foi um ano difícil na perspectiva dessa cultura perversa do estupro que também nos revisitou de maneira muito violenta” | Foto: Cariri Revista


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