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Ativista diz ter sido agredida por vereador do Crato

Câmara discutiu violência contra a mulher | Foto: Robson Roque - Crato Em Foco

A sessão desta terça-feira, 9, da Câmara de Vereadores do Crato que discutiu a violência contra mulheres após quatro estupros no período de dez dias, foi marcada, também, pela discussão entre o vereador Roberto Anastácio (PTN) e a ativista Verônica Isidório.

O parlamentar ficou incomodado com as cobranças feitas pelas ativistas às Polícias Militar e Civil e, ao ser repreendido, decidiu se retirar a sessão alegando, depois, que iria ao anexo da Câmara. Quando o vereador deixava a Casa do Povo, uma discussão entre ele a ativista iniciou.

Em entrevista ao Crato Em Foco, Verônica Isidório disse ter sido agredida pelo parlamentar.

“O que acontece fora dessa Câmara de Vereadores do Crato é muitas vezes a reprodução do que ela é aqui. Nós temos alguns vereadores machistas, homofóbicos, como a gente sabe. No momento em que o movimento de mulheres se coloca para cobrar do poder público uma posição realmente efetiva com relação às investigações dos casos de violência contra a mulher no Crato, o vereador se coloca deturpando a fala do movimento, dizendo que o movimento está metendo medo nas pessoas”, afirmou Verônica.

Ela ainda acrescenta: “Quando eu fui revidar a fala do vereador ele me gritou, o vereador Bebeto, me gritou, depois quando fui tentar falar no parlatório ele tomou a fala, me gritou novamente e ainda tentou jogar para mim  a culpa. E aí mostra, mesmo, a cultura do machismo, como é que ele se organiza dentro dos espaços de poder que é culpabilizar a vítima pela agressão.”

Outro lado
O blog também ouviu o vereador Bebeto, que apresenta seu posicionamento, afirmando que os estupros não são praticados por uma única pessoa, o que tem causado temor na população. Ele também apresenta sua versão sobre a discussão com a ativista.

“Quando eu ia me retirando do plenário, duas ativistas do movimento me agrediram com palavras e falando alto, com dedo hasteado (sic) no meu rosto. Simplesmente eu retruquei o tom da voz à altura que ela falou comigo. Aí depois ela começou a se passar por vítima. Aqui quem primeiramente errou foi ela. Nós não vamos estar na Câmara do Crato porque aqui ninguém grita ninguém”, disse Bebeto.

“Estamos aqui para ser respeitados e respeitar, agora, se faltam com respeito com a gente, principalmente no calor de uma discussão, acho que é mais do que normal a gente retrucar o tom da voz da forma que a gente estava sendo atacado”, finalizou.

A discussão e outros momentos da sessão podem ser escutados na matéria deste link.

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O Crato Em Foco é mantido por Robson Roque, estudante de Jornalismo (penúltimo semestre/ UFCA) e pós-graduado em Comunicação e Marketing Em Mídias Digitais. Contato: (88) 9 9714-0886

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