Notícias de Crato, Ceará.

Documentário filmado em Crato será exibido na Europa

Texto e fotos: Rafael Pereira,
Estudante de Jornalismo da UFCA
Pedro Lucas criou o "Museu do Luiz Gonzaga" Em Dom Quintino | Foto: Rafael Pereira - Crato Em Foco

Dois repórteres e dois cinegrafistas estão em Dom Quintino, zona rural de Crato, produzindo um documentário a ser exibido em Londres e outras cidades da Europa. A equipe, está no município desde segunda-feira, hospedados no distrito com vários equipamentos cenográficos coletando pessoas e suas histórias para mostrar aos europeus um Brasil, e em especial povo nordestino, que não estão acostumados a ver. O protagonista e fio condutor do documentário será o garoto Pedro Lucas, de apenas 11 anos, criador do Museu de Luiz Gonzaga em Crato.

São eles: Sergio Utsch, brasileiro correspondente de TV na Inglaterra; Emerson Penha, mineiro e repórter com grande experiência internacional; Fábio Damasceno, também mineiro, mas que mora em Brasília e é repórter cinematográfico com larga carreira e uma bagagem de prêmios em reportagens; e Louis Blair, também cinematógrafo e único inglês da turma.

A produção é independente e leva a ideia de ajudar as pessoas a ver um Brasil de outra forma em que a maioria está acostumada com o país do samba, do futebol, das riquezas naturais ou da corrupção, mas mostrar seu povo, em especial o nordestino, ou, como contam os produtores, “um Brasil profundo”.

Sergio Utsch falou ao Crato Em Foco e diz que ele e Louis descobriram, em Londres, a história de Pedro Lucas. Os dois são parceiros em reportagens e sempre quiseram fazer documentários pelo Brasil. “Eu sugeri que ele fizesse um Brasil bonito, um Brasil inocente, profundo. Um país que os europeus não conhecem bem”, conta. A ideia já estava na cabeça e, logo aprovada, os quatro partiram a busca do garoto Pedro Lucas.

História que fascina
A história da inocência de um menino que constrói um museu sozinho mudando a realidade de um distrito da zona rural, que tem outra história de uma senhora em que seu avô negro, na época escravo, casou com a avó branca descendente de italianos. Um povo que luta pelo básico da sobrevivência que é apenas ter garantia do prato de comida na mesa todos os dias. Uma gente que não vive só da luta pela sobrevivência, mas que também dá voz a imaginação escrevendo cordel e tocando o trio sanfona, triângulo e zabumba debaixo de um juazeiro. Gente de fé que se fazem aos montes ao pé da estátua do Padre Cícero para agradecer ou pedir uma graça.

Este é o Brasil imaginado na cabeça e que será reproduzido pelas lentes desses produtores. “São pílulas de histórias que ajudam a desenhar a personalidade do povo nordestino”, é o que enfatiza Sergio Utsch em entrevista ao Crato Em Foco.

A duração do documentário e o nome ainda são planejados, visto que a equipe, por enquanto, está apenas coletando imagens que demandarão cuidadoso trabalho de edição que o transformará em curta ou longa-metragem. Segundo os produtores, tudo é feito sob bastante planejamento.

Eles prometem que será um bom trabalho quando estiver pronto e que também não tem prazo definido para finalização e exibição, que talvez, ainda segundo eles, ocorrerá em agosto no continente europeu.

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