Notícias de Crato, Ceará.

Revista vendida nacionalmente destaca parte da história do Crato

Revista Superinteressante destacou história do Caldeirão e do Beato Zé Lourenço | Foto: Montagem - CratoEmFoco.com
O site da Revista Superinteressante, da editora Abril e que possui tiragem nacional, publicou matéria na qual conta, resumidamente, a história do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, comunidade de camponeses de Crato liderada pelo beato Zé Lourenço.

“Uma comunidade religiosa, liderada por um “beato” é brutalmente massacrada. Estamos falando de Canudos? Não, trata-se de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, localizada no município de Crato, Cariri Cearense”, inicia a publicação.

Leia a matéria no site da Revista:
O massacre de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto

História do Caldeirão
A comunidade do Caldeirão chegou a ter mais de duas mil pessoas e era liderada pelo beato e discípulo do Padre Cícero, José Lourenço, filho de negros alforriados. Foi aqui em Crato, na comunidade da Santa Cruz do Deserto, que a Força Aérea Brasileira utilizou, pela primeira vez, bombardeio aéreo, em plena Chapada do Araripe.

O conflito se deu quando os coronéis locais temiam que ocorresse em Crato um novo Canudos e surgisse, na figura do beato, um novo Antõnio Conselheiro. Eles passaram a exigir postura mais enérgica do governo Getúlio Vargas e, ajudados por jornais da época que publicaram series de denúncias contra a comunidade e Lourenço.

Em 1936 o Caldeirão foi invadido pelas tripas do tenente José Góis de Campos Barros e os moradores foram expulsos. José Lourenço e alguns camponeses conseguiram se refugiar na Serra do Araripe. No ano seguinte Severino Tavares, membro da comunidade, atacou as tropas com a ajuda de outros moradores, o que resultou na resposta dos coronéis quando tropas de todo o estado do Ceará foram enviadas para a serra do Araripe para debelar o conflito.

O número de mortos não é sabido, mas estimado entre 700 a mil pessoas. A ONG SOS Direitos Humanos, no entanto, acredita que esse número seja maior e, em 2008, entrou com ação na Justiça pedindo a descoberta de corpos, enterro digno e indenização para as famílias dos mortos. Segundo a ONG, uma sonda da Universidade Regional do Cariri poderia realizar essa descoberta, porém até agora o real número de vítimas não foi descoberto.

José Lourenço, por sua vez, escapou do bombardeio e voltou para o Caldeirão, porém foi expulso por padres Salesianos e passou a morar em Exu, Pernambuco, onde morreu dez anos depois, vítima de peste bubônica.

Dica de Livro:
“Um Beato Líder: Narrativas Memoráveis do Caldeirão”, escrito por Domingos Sávio de Almeida Cordeiro.


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